27 julho 2007

babel

a última parte da trilogia de alejandro gonzález iñárritu é um filme mais suave que 21 gramas, mas conserva um toque de revolta interna pelas mazelas da vida, que pode ser sentida nessa narrativa desconstruída, com a cadeia de injustiças entre as personagens. uma atuação impecável dos atores (inclusive dos japoneses!), deixou-me preso a poltrona durante o tempo todo. em qualquer momento parece que as coisas vão acabar mal, mas acabam bem, ou não acabam... é uma ode à incompreensão humana, à soliedariedade, à proximidade que nos afasta e nos une. lembrei-me muito de exupèry que dizia que sem um laço os homens estão apenas justapostos!
esse laço que nos une é, provavelmente, o mais belo dos segredos.

Nenhum comentário: