
hoje inalugurou a recotada, uma amostra de artistas de pelotas e outras localidades, com o apoio da ufpel e do iad. eu estive lá, prestigiando amigos e observando um pouco da produção artística da região e esse post é sobre isso e as minhas impressões.
primeiro é necessário revelar que não sou exatamente um crítico de arte! nem de longe! meus pálidos conhecimentos se resumem ao meu interesse a apreço pela arte, incluíndo sobretudo a arte moderna e urbana. então, esse post é sobretudo uma opinião amadora, mas sincera de um pouco de tudo o que vi na cotada hoje a noite. há também de se iniciar elogiando a iniciativa da universidade, sobretudo o esforço do centro acadêmico das artes visuais e a todo o curso que fazem da recotada um excelente projeto de extensão universitária com arte acessível e gratuita a toda população. a antiga fábrica da cotada está entre os prédios adiquiridos na última gestão da ufpel e fazem parte de um complexo e complicado processo de expansão dos campi. ainda hoje a reportagem de capa do diario popular era sobre a manifestação que os estudantes estão fazendo pela melhoria das instalções e da logística da universidade. o prédio da cotada não está distante de cerne dessas discussões. embora o espaço seja amplo e explorável, ele ainda está longe de ser o ideal para eventos desse tipo. ainda mantém a cara de prédio abandonado e carece de uma reforma intensa e cuidadosa. a escada que leva aos quatro andares de exposição é pequena, perigosa e desconfortável. o chão é irregular e a estrutura de banheiros é quase inexistente. fora isso não existem espaços destinados a pessoas portadoras de deficiências e tão pouco uma preocupação com o bem estar do público presente.
as obras são diversas, um verdadeiro recorte de muitos estilos e técnicas, de tendências e vanguardas. mas vamos falar das obras!
o térreo, espaço mais amplo abriga o grafite como a principal forma de expressão, não existe nenhuma forma de conduzir o visitante, você entre e BUM! dá de cara com as formas e cores próprias dessa crescente e interessante forma de arte. aliás, entre todos os pisos o térreo é o mais intenso, o mais revelador e chocante. o grafite tem o poder de desenvolver uma forma plástica que deslisa pelas paredes, escorre pelos cantos e dobra as esquinas! tudo isso acaba provocando um ar de unidade, ou melhor, de união a essa parte da amostra! conversando com diversas pessoas concluí que nelas também o espaço do térreo foi que mais provocou reações, até por ser o primeiro!
Os demais pisos apresentam uma coleção de inúmeros artístas, geralmente com uma só obra exposta, gerando um sentimento coletivo de amostra, não de exposição. Existem desenhos ao lado de esculturas (poucas), fotografias e muitos trabalhos com técnicas de matéria, em terceira dimensão. é uma amostra que carece de tecnologia, embora exista um (apenas um) espaço dedicado a mostra de vídeos que passam sucessivamente sem nenhuma grande separação entre eles, o trabalho de patrick tedesco arrancou elogios, uma intesa presença de espectadores e é muito bom, além de original! uns chamam atenção, outros atiçam a curiosidade, outros são mais do mesmo! nas pinturas (aquelas tradicionais sobre tela) prevalece a tinta acrílica e os quadros médios, alguns abstratos e interessantes, outros descritivos e óbvios. Nos desenhos, algumas supresas, dois aquarelados bem legais e muitas técnicas diferentes. nas fotografias temos amostras sequenciais, experimenos com edição pós-click e uma imagem em grande tamanho (três andares!!). por fim, as instalções (uma das minhas formas prediletas) são poucas e pobres.
seguindo a cotada (primeira exposição do gênero) a recotada é um espaço democrático, com a presença ampla de público diverso e participativo, onde é claro, se sobressaem os universitários e o público jovem adulto.
wow! escrevi um bocado! mas isso não é para ser uma crítica não, então aproveite para visitar o porto decadente de pelotas e se dar a oportunidade de se surpreender com um pouco do arte!
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