30 agosto 2010

as possibilidades


agora, seguramente com 32 anos. diante do passo acertado do tempo. foto tirada dia 22 de agosto, durante a visita a casa de minha mãe. um domingo de sol e cheiros de infância. matei mais um pouco daquela saudade!

sempre sonho assim, repetidamente, entre outros delírios do inconsciente, com aquele mar azul infinito ao horizonte. com um sol vivo, fulgurando em um céu anil profundo, sem nuvens, sem pássaros, tão amplo como o mar. escuto o vento em brisa suave e sinto o balanço lento e perpétuo das ondas embriagadas de um oceano desconhecido. estou maltrapilho, faminto, cansado, mas vivo, sobrevivo. sou um náufrago a deriva em um bote de madeira velha e gasta.
e não sei para onde ir, não é noite, não há estrelas, nem o sol alto orienta direção alguma. estou perdido, sou perdido. como um errante pelos caminhos. mas aqui, nesse sonho, não há sequer estradas, uma indicação ou sinal, para que lado seguir. e aí me dou conta que as muitas possibilidades vão gerar imprevisíveis destinos... por onde me arriscar?
não importa o tempo do sonho, o rumo tomado, a velocidade da viagem e a busca do errante! eu nunca cheguei a um porto seguro nesse mundo onírico.
quando acordo. tenho a firme convicção lusitana: navegar é preciso, viver não é preciso!

Um comentário:

... disse...

um tom mais lírico que os outros, kk... mt bom sorão, nao sei se so descrevendo, ou dosando de sentimento, mas afinal, o melhor e o mixto dos dois, kk... mt bom!!!
Abraço