20 Janeiro 2011

vida vegetal


Nunca gostei de plantas em casa. e culpo a minha infância por isso, uma espécie de trauma freudiano que sofri desde pequeno. explico: minha mãe tinha muitas plantas, um jardim de inverno inteiro com samambaias, tulipas, rosas, violetas, etc... e como toda a criança, eu queria tocar nas folhas, arramcar as flores, trituras as pétalas, enfim, consumir aquela natureza. coisa terminantemente proíbida! outro grande problema é de aquela área destinada as plantas de minha mãe era um região fechada para brincadeiras. então nada de jogar bola, correr, pique-esconde ou um simples faz-de-conta naquele lugar. e isso aborrecia-me tanto.
enfim, cresci e decidi não possuir plantas! não tinha a menor pretenção de ter um vaso sequer. mesmo com a insistência de amigos e da família, que constantemente diziam que ter um planta é algo bom, que faz bem, que é um prática de responsabilidade e blá blá blá! A última tentativa foi há um mês atrás.
minha diarista, dona Lia, trouxe-me sem nenhum aviso um vaso de violeta. era um presente, segundo ela. e que era facinho d'eu cuidar, que eu ia adora, que era uma plantinha muito mimosa... enfim, não tive como negar. me peguei então, cuidando de uma frágil violeta, primeiro com desconfiança, depois com cuidado.
eis que essa semana, a violeta floriu. e foi lindo!!!
agora sou o dono orgulho da minha primeira plantinha. meu trauma foi curado!

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