Dominado de Lembranças e Ódio
Com lembranças e ódio,
Perdido na floresta
Longe da humilhação e do sofrimento
Perdendo forças para a depressão
Correndo a caminho do abismo
Sendo rasgado por galhos e espinhos
Pisando em pedras, chorando...
Sentado ao pé de uma árvore
Choro desesperadamente
Dominado de lembranças e ódio
Daquela sociedade hipócrita
De ver tantas pessoas humilhadas e sofrendo
De ver tanto sangue derramado
E os cemitérios crescendo com tantas mortes.
Respiro esse ar que me acalma
Perdido na floresta tenho paz
Minhas forças estão voltando aos poucos
Minhas lembranças e ódio vão
Mas me vem uma dor no peito
Que com um punhal nas mãos
Tirei minha vida!
Condessa Lilith
como sempre, dilacerante ler essas linhas de minha velha amiga, que se deu ao luxo do desprezo ao amor próprio... momentos extremos, exigem versos com o peso das horas!
2 heranças:
Muito legal o blog! Parabéns!
tremura
Um tremido depressivo corrosivo despencava em seu
corpo moluscolo disforme
Quando o frio é mais intenso, nada pode resumir a satisfação
de ser idiota
Ela traspassou por pólos Calos de Mendes, foi ao hotel desiludida
achava sereno o amor
Passou pelos hospícios atarantados com pudor e sua cretina
alegria morna
Saldou seu enigma na quarta esquina esquizofrênica
repleta de lodo
Berrou um nome esquecido no passado oco de sua
memória febril
Meteu sua suplica debaixo do alambrado cara passada
a ferro fosco
Murmúrio ainda fresa pela macieira à tarde lodaçal ponche
fenda de rio
Tremeu balbuciando seus cabelos porangos precoce presos
ao arame farpado
Ejaculou bílis sentada à esteira de pregos pontiagudos que
fustigavam suas trompas
Derreteu fervente na casca do calcanhar fel de
sevada e arroz
Rolou esfregando-se nas lixas de unhas fincadas
a parede
Exauriu um odor pérfido de suas entranhas, abocanhou
uma coxa inteira de peru
Espirrou em cima do prato dando um arroto estridente e
voltou a coçar suas partes brotoejas
O ar impedido de sua sala miúda, então cambaleou renitente seu corpo em cima da estante
E de ponta cabeça arremessou seu crânio na quina da pia a direita
da copa
Repousou a língua mirrada no anzol prêt-à-porter agachada
em baixo do varal espinafre
Desabotoou o vestido amarrando-se ao corpete rasgado
na noite anginofóbica
Tentou levantar do sofá onde as molas guinchando sua saia
preguilhada multiforme
Derramou o leite na toalha bordada ponto cruz avessa perfeito
de linhas com sabor amarulas
Parou-se ribanceira a baixo, vislumbrando o flutuar harpia de
águia rapina grená
O rodopio transeunte de contramão, moléstia pelo chão
murmurando suplicas a esmo
Reabsorveu a saudade ilícita da jaca que apodrecia cancerígena
no orvário lama poeira
Galpão de brejos serrados, mergulho ravina no horizonte cor de
abobora
Fez amor abriu a geladeira virou o pote e cerejas creme viscoso escorreram-lhe pelos seios
Ass, Biosas
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